22 junho 2011

Deus?

"Deus?... Deixe-me dar algumas informações sobre ele. Deus gosta de olhar, é um gozador. Pense: ele dá instintos ao homem. Ele dá esse dom extraordinário e aí o que ele faz? Eu juro que, para sua própria diversão, para sua comédia cósmica particular, ele cria regras em oposição a isso. É a maior piada de todas: Olhe, mas não toque. Toque,mas não prove. Prove, mas não engula... Enquanto você pula de um pé para o outro, o que é que ele faz? Ele fica mijando de tanto rir! Ele é um sacana, um sádico! É um patrão ausente."

Ok, começar um post assim pode ser bem polêmico. Esse é um trecho do filme "Advogado do Diabo", essa fala é do Al Pacino e eu acho o máximo!

Hoje ouvi alguém dizer "Mas Jesus disse que a mulher deve sentir dor ao parir e o homem deve trabalhar para sustentá-la".

Tá bom.... e?

"E... tá na bíblia!"

Tá bom.... e??????

Olha, não é por nada... mas depois do silêncio minha resposta foi "beleza, está escrito na bíblia, mas segue quem quiser seguir. Pra mim, isso é muito machista."

Isso não me faz atéia, faz?

Nunca me dei bem com religiões num geral... acabei me intitulando "Maytista". Apenas tenho uma fé diferente, que não se enquadra em nada que conheci até hoje.

O problema com religião é o mesmo que homossexualismo. A polêmica acabou sendo tão distorcida que hoje existem campanhas contra homofobia, racismo, bullying.... e eu? Quem me defende? Dizem que eu uso muita roupa preta e sou estranha e sem religião... rs.... alguém tá fazendo campanha pra me defender também?

Agora explico o meu paralelo com o homossexualismo: o religioso se enquadra em algo aceito por um grupo que pensa como ele; o homossexual também. Pergunto novamente: e o cara cheio de tatuagens? E o gordinho? E a menina de cabelo azul? Minoria oprimida pro resto da vida? É isso mesmo?

Acho que chegou a hora de cada um entender que respeito ao próximo é NECESSÁRIO, independente das suas escolhas. Quero deixar claro que apoio qualquer tipo de orientação sexual e fé religiosa (se te faz bem...isso que importa).

13 junho 2011

Sobre a leveza

Sabe quando algumas coisas são ditas e você até entende, mas aquilo não te atinge? Aí depois de um tempo algo acontece e te faz compreender com profundidade?
Aconteceu comigo.
Eu compreendi tantas coisas que estou com medo de um surto psicótico ou então de atingir o nirvana... rs
Brincadeira...
O que acontece é que algumas pessoas são de convívio leve e outras não. Tem gente que dá prazer de estar perto, porque o papo é leve, a energia é boa e tudo flui bem.
Comecei a pensar sobre o assunto e cheguei à conclusão que somos todos fruto daquilo pelo o que passamos. Somos um resultado da nossa bagagem. O que pensamos, filosofamos, como agimos, do que gostamos (ou não) etc. A questão é o quanto dessa bagagem influencia nosso cotidiano. Acho que invade um bocado! Só que eu deixei a minha invadir a minha leveza. Mas tem como sair disso? Tem como agir com leveza carregando bagagem pesada? Acho que sim! :)
Resolvi fazer o teste. Na última semana tenho tentado ser uma pessoa de convívio leve... Olha, descobri que é muito possível, só que os meus amigos estão estranhando! rs
O livro "A Insustentável Leveza do Ser" de Milan Kundera, trata da dualidade do ser. Da escolha de se viver com peso ou leveza. Esse livro, de repente, fez sentido. Até tentei resgatar da estante e descobri que (provavelmente) emprestei. Se estiver com você que me lê, quero de volta! rs
Em resumo, estou na descoberta da diferença da futilidade para a leveza. Tem sido bom. Tende a ser melhor!
É isso aí... vamos que vamos!

07 junho 2011

Dia dos Namorados

É uma data comercial, os shoppings lucram e blablablá... conhecemos a ladainha toda. A questão que enche o saco, no entanto, é a quantidade de vezes que esfregam na  tua cara que você está solteiro, como se isso fosse ruim.
Meio "Sex and the City" da minha parte, eu sei. Mas sou solteira, sim. E assim pretendo ficar por um tempo. Nada de errado em querer se descobrir e se consertar sozinha. E olha que tem MUITOS reparos a serem feitos por aqui.
Eu adoro uma frase da série "Dexter" (que eu vi todas as temporadas e super recomendo) que o Dexter diz:  I chose Rita because she is, in her own way, as damaged as me.


Acho que sou diferente demais, porque nunca achei alguém "as damaged as me". 
Ouvi todo um repertório de coisas que faço de errado - bons amigos servem pra isso. No meu último relacionamento, tenho certeza: se não errei da primeira vez, certeza que destruí qualquer chance que pudesse existir agora. Banquei de louca... 
Tentei, eu juro que tentei, praticar o exercício do desapego, me convencer de uma série de coisas, mas com esse tá difícil. Perdi o controle da situação e tudo foi por água abaixo. Uma pena... preferia que a coisa toda tivesse sido diferente, porque dói quando a gente realmente gosta.


Não vou poder deixar de citar o livro da vez "A Arte de Amar" (DE NOVO). É que algumas pessoas só vêem a superfície da outra e, assim, só enxergam as diferenças; enquanto outras - que olham o núcleo, conseguem ver a imensidão de semelhanças que as únem. Estas, são capazes de amar com mais facilidade, pois o amor, tal como exercício difícil, é melhor praticado na base das semelhanças que das diferenças. Quando um enxerga a superficie e o outro o núcleo, uma simples fala pode ser algo no ambiente comum ou algo extraordinário. 


Nesse dia dos namorados, só quero não querer nada.