31 maio 2011

Um desastre!

"Com relação especificamente ao amor, isso significa:  o  amor  é  uma   força   que  produz  amor; impotência é a incapacidade de produzir amor. Este pensamento foi belamente expresso por Marx: “Imaginai — diz ele — o homem como homem e sua relação com o mundo como uma relação humana, e só podereis trocar amor por amor, confiança por confiança, etc. Se quiserdes gozar a arte, devereis ser uma pessoa de preparo artístico; se quereis ter influência sobre outras pessoas, devereis ser uma pessoa que tenha sobre outras pessoas influência realmente estimulante e promotora. Cada uma de vossas relações com o homem e com a natureza deve ser uma expressão definida de vossa vida real, individual, correspondente ao objeto de vossa vontade. Se amais sem atrair amor, isto é, se vosso amor é tal que não produz amor, se através de uma expressão de vida como pessoa amante não fazeis de vós mesmo uma pessoa amada, então  vosso amor é impotente, é um desastre.”

É a segunda vez que leio "A Arte de Amar" e é a segunda vez que essa citação me faz pensar.
Já escrevi sobre amor, já amei (eu acho), já repensei minha visão e descobri que não sei ao certo o que é amar. A única coisa que eu sabia, é que eu era capaz de amar. Aparentemente eu sou um desastre! rs
O amor é algo tão presente como tema das nossas vidas e do cotidiano, que a gente acaba influenciado pela fantasia de como ele devia ser.
Nos filmes é sempre mais fácil. A verdade é que a vida real dá exemplos constantes de como o relacionamento humano é complicado.
Esses dias surgiu um casal novo: ele eu conheço o suficiente, ela não. Bom, a menina conseguiu errar 3 vezes em uma única palavra para uma simples demonstração de afeto. Isso porque ela não o conhece o suficiente. Eu sei que ele acha horrível quem escreve errado, fala tatibitati e morre de saudade depois de 1 ou 2 dias sem se ver. Achei engraçado e trágico ao mesmo tempo. Apesar de errar 3 em 1, é por ela que ele se apaixonou.(Eu, as vezes, erro muito mais)
Aí eu fico pensando, como é possível se relacionar e continuar sendo nós mesmos?  E mais, como é possível  explicar o sentimento humano? Não estou falando de amor, mas de paixão - aquela explosão maravilhosa que a gente sente algumas vezes na vida e que até o ar que a gente respira parece diferente e tudo nos inspira. Ouvi dizer que, quimicamente, a paixão dura cerca de 3 meses. Faz sentido.
Mas e o amor? Porque, ao contrário da paixão, ele é tão difícil de explicar? Bom, de acordo com o livro "A Arte de Amar" de Erich Fromm, amar é uma tarefa que, tal como a arte, deve ser aprendida e exercitada.
Ele coloca a questão, também, do que é considerado atraente e como buscamos ser atraentes para sermos merecedores de amor.
Pessoalmente, sempre quis ter um amor que fosse mais simples, do simplesmente gostar sem ressalvas. Estou vendo que a coisa é mais complexa. Portanto, deixo o amor em suspenso, porque cansei de sofrer por algo que nem entendo.

16 maio 2011

Tabela

Olha, primeiramente devo dizer que rolou um "bullying" esse final de semana em relação a este MA-RA-VI-LHO-SO blog e à minha pessoa! rs Qualquer tópico da conversa e falavam "Põe no blog...", com o maior desdém.

O pior de tudo é que, nesta noite, um assunto em particular me interessou para o blog: a vida tabelada e programada!

Quando eu era pequena, minhas amigas e eu programamos as nossas vidas. Assim como tantas outras meninas, colocamos no papel a idade em que iríamos casar, ter filhos, netos etc. Programamos como seriam as nossas casas e maridos. A maioria queria ter um marido loiro e 2 filhos: um casal, claro.
Eu me casaria com 24 ou 25 anos, teria meu filho (o menino tinha que ser mais velho pra cuidar da menina!) com 26 e a menina com 28.
É o seguinte: tenho 27, casei bem mais cedo do que esperava, separei mais cedo ainda e agradeço aos céus que não tenho filhos agora. E nem ligo pra loiro ou moreno, só quero alguém que me faça bem.

A vida segue seu rumo e não adianta querer programar, já que até as nossas vontades vão mudando pelo caminho.
Esperar pelo cara perfeito é burrice! Primeiro, porque ele não existe! Segundo, porque a vida passa enquanto se espera algo impossível. Dizem: "Enquanto não vem o cara certo, divirta-se com o errado!".
Particularmente, eu acho que todo cara é o cara certo. Isso porque eu vivo o momento. Se for certo por algum tempo, quem sabe não seja certo por mais tempo ainda? Mas, pra mim, as coisas são finitas e meus planos não vão muito além. Juro que não consigo pensar além dos meus 30. Não faço idéia do que vai ser e não tenho planos porque ainda não tenho vontades...
O que me causa certa revolta é ver algumas pessoas pensando que não podem ficar com esse fulano, porque vai que surge um fulano melhorado lá na frente e "aí já queimei meu cartucho". Deus-do-céu!!!!!!!